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“DE QUE LUGAR ESCUTAMOS?” GÊNERO, SEXUALIDADE E SEUS
ENVOLVIMENTOS NA FORMAÇÃO PSICANALÍTICA 

 

Início: 09/03/2026


DATAS: 09, 23/03 - 13, 27/04 - 11, 25/05 - 08, 22/06(segundas-feiras)

HORÁRIO: 19h30-20h50

LOCAL: 0n-line

NÚMERO DE SEMINÁRIOS: 8

Coordenadora: Leticia Tavares
 

OBJETIVO E MÉTODO:

O curso propõe um espaço voltado à reflexão crítica sobre gênero e sexualidade, com base em história e estudos do campo, problematizando normas que produzem desigualdades e os efeitos na clínica psicanalítica.

Partiremos da seguinte questão:

De que lugar escutamos?

Essa interrogação implica no questionamento permanente do nosso lugar ético e teórico na clínica. É questão central na formação psicanalítica.

Gênero e Sexualidade não são temas periféricos ou complementares ao conhecimento básico de um psicanalista, podemos considerá-lo como fundamental. São operadores simbólicos que permeiam a constituição das pessoas, a organização do desejo e a posição do psicanalista em sua clínica.

A partir de Freud, a psicanálise reconhece a sexualidade como elemento fundamental na constituição psíquica. Porém, normas que historicamente a organizam produzem efeitos éticos e clínicos que necessitam serem vistos e revistos na formação psicanalítica.

Temos como objetivo deste curso, além de Freud e Jean Laplanche, oferecer um espaço de diálogo com textos contemporâneos de Judith Butler, Paul B. Preciado, Berenice Bento, Débora Tajer e outros textos que vierem a ser sugeridos durante os encontros.

Através do diálogo, escuta, leitura e trocas, este curso buscará sustentar que gênero e sexualidade não são temas, mas condições da escuta.

A organização do curso constará de oito encontros divididos em quatro eixos formativos.

           

*No curso usaremos o termo LETRA para designar os registros discursivos e institucionais que inscrevem gênero e sexualidade e produzem efeitos na escuta clínica.

SISTEMA DE VERIFICAÇÃO DO APRENDIZADO:
Frequência e a auto avaliação.​

PRÉ-REQUISITOS:

Não há
 

NÚMERO DE VAGAS: mínimo: 4 - máximo: 25

CRITÉRIOS DE SELEÇÃO: por ordem de inscrição

Compromisso mútuo: Este curso para seu funcionamento necessita de um pacto ético de cuidado porque pressupõe um compromisso coletivo com a confidencialidade e o respeito às escutas.

 

DISTRIBUIÇÃO DOS TEMAS AO LONGO DOS SEMINÁRIOS:

 

Eixos formativos do curso

Março: Dias 09 e 23

 

Eixo I - Antes da escuta, a norma

             Colonialidade, o surgimento do Brasil e regimes de nomeação.

Pergunta-eixo: O que já foi nomeado antes da pessoa falar?

 

Pontos a considerar: -

  • A lógica colonial na nossa formação: ordenação de raça, gênero e sexo.

  • Primeiras nomeações: linguagem, batismo, registro, lei

  • Classificação dos corpos por gênero e sexualidade.

  • Psicanálise como herdeira dessa nomeação.

Sugestões de leituras

  • Rita Segato - Crítica da colonialidade em oito ensaios

  • Achille Mbembe — Crítica da razão negra

  • Maria Lugones — “Colonialidade e gênero”

  • Berenice Bento — A reinvenção do corpo: sexualidade e gênero na experiência transexual

  • Lélia Gonzalez — Por um feminismo afro-latino-americano

  • Thomas Laqueur - Inventando o sexo

 

Abril: dias 13 e 27

Eixo II – O sexual capturado pela *letra

                 Freud, nomeação e os destinos normativos da sexualidade.

Pergunta-eixo: Como uma teoria subversiva do sexual pode se tornar norma?

Pontos a considerar:

  • Sexualidade em Freud como escândalo da teoria e da política

  • O sexual infantil, “o perverso polimorfo” e a recusa da natureza.

  • Bissexualidade psíquica e a não fixidez do objeto.

  • Patologização, diagnóstico e nomeação do desvio sexual.

 

Sugestões de leituras:

  • Sigmund Freud - Três ensaios sobre a teoria da sexualidade

  • Sigmund Freud - Moral sexual “civilizada” e doença nervosa moderna

  • Michel Foucault - História da sexualidade I

  • Jurandyr Freire Costa - A inocência e o vício

  • Débora Tajer - Psicanálise para todxs

 

Maio: 11 e 25

Eixo III - Entre a Cisgeneridade e a Transgeneridade: a *letra, a pessoa e o campo simbólico

Cis e Trans emergem como efeito do campo simbólico

Pergunta eixo: Como Cis e trans se constituem antes de qualquer auto declaração?

Pontos a considerar:

  • O que podemos considerar como campo simbólico.

  • Somos precedidos e atravessados por normas, expectativas e mensagens culturais.

  • Mensagens que exigem tradução, interpretação e escuta singular

Sugestões de leituras:

  • Jean Laplanche - Sexual

  • Judith Butler - Problemas de Gênero

  • Debora Tajer - Psicanálise para todxs

  • Berenice Bento - A reinvenção do corpo; e Transviad@s

  • Paul B. Preciado - Eu sou o monstro que vos fala.
     

Junho: 08 e 22

Eixo IV - Quando a *letra entra na clínica

Cisnormatividade, violência e ética da escuta.

Pergunta- eixo:

O que a escuta produz quando repete a norma e o que pode produzir quando interroga?

Pontos a considerar:

  • A letra teórica, diagnóstica e interpretativa ressurge na clínica atravessada por normas e expectativas.

  • Transferência e contratransferência são campos onde se manifestam os efeitos das normas cis-heterossexuais.

  • Problematização do campo clínico e da formação psicanalítica

Sugestões de leituras:

  • Debora Tajer - Psicanálise para todxs

  • Berenice Bento - A reinvenção do corpo; e Transviad@s

  • Paul B. Preciado - Eu sou o monstro que vos fala.

  • Os textos básicos de cada eixo serão enviados a cada mês e serão completados através de sugestões dxs participantes.

 

REPRESENTANTE DO CURSO JUNTO AO DEPARTAMENTO CURRICULAR E DOCENTE: Leticia Tavares

Os cursos eletivos estão abertos para MEMBROS E ALUNOS FEBRAPSI.

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