Projetos Sociais

EQUIPE

 

Coordenadora

Maria Teresa Naylor Rocha

 

Membros

Aline Gonçalves Demantova

André Luiz Alexandre do Vale

Bruno Figueiredo Castro

Eliane Marcellino da Silva

Flávia Costa Strauch

Maria Teresa Silva Lopes

Marina Deschamps Silveira

Sônia Versovsky de Almeida

Renata Azevedo Teixeira

 

Extensionistas

Victor Hugo Lara

Yasmin Tannuri

 

Colaboradores

Alexandre Guarnieri

Ethel Resch

Luiz Claudio Mendonça Figueiredo

Maria Elisa Alvarenga

Marta Rezende Cardoso

Renata Martinelli Duarte

Renée Douek

Sergio Zaidhaft

Projeto Travessia

 

Com quase dez anos de existência, o projeto travess!a integra as atividades desenvolvidas pelo PROPIS, mediante serviço psicológico em grupo e individual, buscando potencializar projetos educativos e culturais, favorecendo condições ao aprendizado escolar e melhorando a sociabilidade da população. Nosso projeto busca o desenvolvimento de ações favoráveis à promoção, à proteção e à recuperação de saúde integral e melhoria da qualidade de vida de populações vulneradas.

Ao longo de nossa história priorizamos os trabalhos em grupos, devido ao entendimento de que a contenção grupal é um fator propulsor da elaboração psíquica individual. Através de diferentes identificações e vínculos emocionais, o espaço grupal possibilita novas experiências de sociabilidade, o exercício das trocas intersubjetivas, a construção de novas narrativas, a mudança de organizações defensivas precárias, bem como o resgate da capacidade de sonhar e fantasiar.

A dinâmica dos grupos se organiza a partir de estímulos semiestruturados ou de sugestões espontâneas. São utilizados diferentes recursos e linguagens para facilitar a atitude reflexiva dos seus diferentes participantes. Propomos ações de cuidado organizadas de modo a conjugar a escuta psicanalítica à criação artística, por esta se apresentar como possibilidade de reversão de estados de impotência frequentemente presentes em situações emocionais extremas.

A arte tem a capacidade de fazer do excluído, da tragédia e do impensável elementos importantes dos impulsos criativos. A imaginação e a interpretação das diferentes manifestações artísticas favorecem a criação de um sentido compartilhado que orienta a construção da subjetividade. Pensar assim é acreditar que a criação artística se apresenta como suporte de elaboração e de reposicionamento transformador diante de situações trágicas e extremas da existência.

A cada nova proposta de trabalho os desafios se complexificam, de modo a exigir reflexões de nossas motivações éticas, sempre pautadas pela responsabilidade social em saúde pela inserção da psicanálise no amplo movimento de educação e prestação de cuidados. A responsabilidade social (social accountability) acarreta a criação de um novo paradigma de excelência para as instituições, melhoria de qualidade, redução de descompasso com as prioridades sociais, redefinição dos papéis dos profissionais de saúde, compromisso em trabalhar em parceria com diferentes atores para a construção de políticas e estratégias para o sistema de saúde mais responsivo às necessidades sociais atuais e futuras.