Projetos Sociais

Projeto Travessia

 
HISTÓRIA
 
 
2001-2003

Programa radiofônico “Escutando a criança”, rádio Viva Rio

 
 
2003-2007

Projeto “Vi Vendo a Cidade” em parceria com o CCBB, outras instituições culturais e ONGs. Patrocínio de FURNAS por 2 anos.

 

 

2003-2007

Projeto “Vi Vendo a Cidade” em parceria com o CCBB, outras instituições culturais e ONGs. Patrocínio de FURNAS por 2 anos.

 

 

2009-2010

Projeto “Ações integradas de cuidado em áreas vulneráveis”, com atuação em parceria com a ONG Casa das Artes no Morro dos Macacos, Vila Isabel.

 

Durante dois anos, a equipe do projeto travess!a desenvolveu atividades junto a crianças e adolescentes no Morro dos Macacos em Vila Isabel. O projeto “Ações integradas de cuidado em áreas vulneráveis” toma como inspiração a estratégia do Ministério da Saúde de trabalho em rede entre instituições acadêmicas, instituições científicas, ONGs, serviços, lideranças comunitárias e sociedade civil, visando construir modelo de assistência ou de cuidado em sua integralidade. Sustentado em experiências realizadas desde 2003, ele visa à conjugação de ações de cuidado em saúde mental, educação e cultura. Seu norteamento à noção de cuidado espelha o modelo utilizado pelo movimento de saúde do país.

A noção de cuidado pressupõe o desenvolvimento de estratégias numa visão ampla da dimensão da vida da pessoa como indivíduo e como membro da coletividade. O projeto se propõe a desenvolver ações favoráveis à promoção, à proteção e a recuperação da saúde mental e melhoria da qualidade de vida. Pela complexidade da tarefa se faz necessário conjugar o maior número de atores. Neste sentido a parceria com universidades, para estágio supervisionado, permite estender ao social o aprendizado acadêmico e propiciar a atuação de todos em práticas multidisciplinares em saúde mental.

 

 

2010-2015

Projeto “Grupos de Imaginação”, com atuação em parceria com a ONG Associação Projeto Roda Viva no Complexo do Borel, Tijuca.

 

Entre os anos de 2010 e 2015, atuamos sistematicamente no Complexo do Borel (Tijuca), na zona norte da cidade do Rio de Janeiro em parceria com a ONG Roda Viva, que funciona na localidade há cerca de 30 anos. Semanalmente, nossa equipe subia até o topo do morro para realizar atividades com as crianças e adolescentes, com seus familiares e com a equipe de educadores da instituição. Na época trabalhávamos com cerca de 200 crianças e adolescentes e 15 educadores.

As diferentes estratégias terapêuticas eram realizadas em grupo, em ritmos diversos: semanais, quinzenais ou até mesmo de três em três semanas, a depender do público alvo. Os grupos eram chamados de “Grupos de Imaginação” e visavam desenvolver um ambiente seguro e favorável ao envolvimento de todos num relacionamento colaborativo para instalar uma conversa transformadora. Ao agregarmos o termo “imaginação” aos grupos, buscávamos reforçar o aspecto lúdico e criativo da proposta terapêutica, concebendo a imaginação e o brincar como uma forma de pensar constitutivos da capacidade simbólica do humano.

 

 

PROJETOS EM ANDAMENTO

Durante o ano de 2016, apresentou-se ao projeto travess!a a possibilidade de estabelecer cooperação com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME/RJ), através do Núcleo Interdisciplinar de Apoio às Unidades Escolares – NIAP, por meio do desenvolvimento de uma ação conjunta com enfoque nos professores da rede municipal de educação.

Ao longo de nossos anos de intervenção social, percebemos que aqueles que oferecem cuidados também necessitam recebê-lo. Ao pensar a saúde integral, temos como fundamento que a necessidade de cuidados atravessa toda a existência humana. Nossa proposta é, portanto, ofertar um espaço de escuta e cuidado aos cuidadores – considerando os professores como protagonistas do cuidado desempenhado –, que estão cotidianamente lidando com as dificuldades e as precariedades das figuras de proteção e amparo, pelos mais variados motivos – que envolvem o aumento contínuo da violência em nossa sociedade, o abandono das famílias à própria sorte, dentre inúmeros outros. Diante deste contexto, o professor se vê excessivamente exigido a atender e responder a tamanha demanda que implica enormemente seus recursos emocionais, com ressonâncias evidentes no processo educacional como um todo.

A partir de uma proposta interdisciplinar baseada no tripé cultura-educação-saúde, nossas oficinas intentam estimular a troca de experiências e de problematizações com pares diversos, redimensionando os desafios do dia a dia dos professores participantes e procurando alargar a visão sobre a educação. Ao oferecer um espaço de liberdade de expressão, a proposta das oficinas é acolher as demandas dos professores, fortalecendo a autonomia e o empoderamento de cada docente na possibilidade de resolução criativa das questões colocadas, para que se coloquem fundamentalmente como agentes dos desdobramentos possíveis.

Atualmente, mantemos em funcionamento dois projetos com a SME. O primeiro, com início em 2016, tem sido operacionalizado através de oficinas mensais em dois dias diferentes, para dois grupos (um com professores e outro com diretores). Fundamentalmente, percebemos que as questões destes profissionais giram em torno das relações institucionais em seus múltiplos eixos – a relação dos professores com a gestão escolar, com seus pares, com os alunos e com os familiares/responsáveis. Tais oficinas têm, portanto, como objetivo o desenvolvimento de ações processuais que visam o empoderamento dos professores e diretores a ponto de se sentirem capazes de resolver suas próprias demandas e fortalecerem sua prática pedagógica dentro do ambiente educativo e a serem agentes de transformação.

Em 2018, a partir de uma solicitação da SME-RJ, o projeto travess!a apresenta a Proposta de Plano de Trabalho específica para escolas de ensino infantil e fundamental englobadas pela 3ª Coordenadoria Regional de Educação (3ª CRE), no Rio de Janeiro, especificamente as escolas do Jacarezinho, do Complexo do Lins e do Complexo do Alemão. Nesta nova frente direcionamos nossa atenção aos profissionais das 95 escolas da 3ª CRE com o objetivo de trabalhar a influência e os desdobramentos da violência em sua atividade profissional, pensada a partir de suas múltiplas expressões no cotidiano desses profissionais: seja na relação do professor consigo mesmo, com seus alunos e suas famílias, com seus pares, na relação de hierarquia dentro da instituição escola; seja com a rede de serviços públicos e com a cidade em que vivem.

Para isto, elegemos como eixos de análise as noções de pertencimento, continência e partilha. Através do processo grupal, estas noções possibilitam que nossas intervenções sejam pautadas no sentido de sair da dimensão exclusivamente individual (mas sem ignorá-la) e se colocar na roda da vida coletiva, em que cada um se sente amparado e pode amparar, criando uma REDE complexa para uma vida socialmente mais integrada às dificuldades e potencialidades intrínsecas a ela.

Nesta nova modalidade, propomos realizar oficinas semanais por um período de 8 semanas com grupos fixos compostos pelos profissionais das 95 unidades escolares municipais de ensino infantil e fundamental, contando com o apoio da SME de liberação destes profissionais para saírem durante o período de trabalho para as oficinas.