Projetos Sociais

Programa de Psicanálise e Interface Social da SBPRJ

 

O Programa de Psicanálise e Interface Social da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (PROPIS/SBPRJ) foi criado em 2006 visando atender à crescente demanda dirigida à nossa instituição por alguns setores sociais.

Nossos objetivos são: ampliar o espaço de atuação dos psicanalistas através do desenvolvimento de projetos que se realizam, em geral, em enquadres diferentes dos habituais; promover estudos e pesquisas que contemplem o entendimento da construção dos sujeitos no mundo contemporâneo; contribuir para a inclusão do pensamento psicanalítico na elaboração e gestão de políticas públicas; estabelecer interlocução com outros campos do saber que se debruçam sobre a subjetividade.

O desafio do PROPIS é manter o lugar privilegiado da escuta do inconsciente sustentado na metapsicologia, oferecendo novas formas de intervenção que deem conta da prática clínica contemporânea.

Integrantes
Eloá Bittencourt; Flavia Strauch; Lucia Palazzo; Maria Elisa Alvarenga; Maria Teresa Silva Lopes; Maria Teresa Naylor Rocha; Munira Aiex Proença; Sonia Verjovsky de Almeida; Sonia Eva Tucherman; Wania Cidade.

 

Saiba mais sobre os projetos atuais descendo na página ou clicando nos respectivos nomes abaixo:

Ações integradas de cuidado em áreas vulneráveis

Escutar e Pensar

Ler e Pensar

Perguntar e Pensar

Projeto Travessia

 

Projetos atuais

 

Ações integradas de cuidado em áreas vulneráveis

 

Coordenadoras

Maria Teresa Naylor Rocha e Maria Teresa Silva Lopes

 

Parcerias

Universidades: PUC-RJ e UFRJ

ONG Associação Roda Viva – Borel (Chácara do Céu)

 

Equipe

Flavia Strauch: psicanalista pela SBPRJ; Especialista em terapia Familiar; Luiz Cláudio Figueiredo: Psicanalista, professor doutor da PUC São Paulo; Maria Teresa Silva Lopes: Psicanalista pela SBPRJ em formação de criança e adolescente, Especialista em Psicologia Médica pela UERJ; Maria Teresa Naylor Rocha: Psicanalista pela SBPRJ com formação de criança e adolescente. Coordenadora do PROPIS/SBPRJ; Munira Aiex Proença: Psicanalista pela SBPRJ, professora da Faculdade de Medicina da UFRJ e da Universidade Estácio de Sá; Sonia Versovsky de Almeida: Psicanalista; Alunos estagiários da PUC-RJ e UFRJ

 

Descrição

Este projeto teve início em 2003, realizou suas atividades no Morro dos Macacos em 2009 e 2010 e, atualmente, trabalha com a população da Chárara do Céu-Borel.

O projeto toma como inspiração a estratégia do Ministério da Saúde de trabalho em rede entre instituições acadêmicas, instituições científicas, ONGs, serviços, lideranças comunitárias e sociedade civil visando construir modelo de assistência ou de cuidado em sua integralidade. Sustentado em experiências realizadas desde 2003 o projeto visa à conjugação de ações de cuidado em saúde mental, educação e cultura. Seu norteamento à noção de cuidado espelha o modelo utilizado pelo movimento de saúde do país.

A noção de cuidado pressupõe o desenvolvimento de estratégias numa visão ampla da dimensão da vida da pessoa como indivíduo e como membro da coletividade. O projeto se propõe a desenvolver ações favoráveis à promoção, à proteção e a recuperação da saúde mental e melhoria da qualidade de vida. Pela complexidade da tarefa se faz necessário conjugar o maior número de atores. Neste sentido a parceria com universidades, para estágio supervisionado, permite estender ao social o aprendizado acadêmico e propiciar a atuação de todos em práticas multidisciplinares em saúde mental.

 

Escutar e Pensar
 

Coordenadora

Sonia Eva Tucherman

 

psicanalistas-chave

Bernard Miodownik, Eloá Bittencourt Nóbrega, Gabriela Pszczol, Lucia Pallazzo, Marina Tavares, Maria Elisa Alvarenga, Mônica Aguiar, Simone Rothstein.

 

Descrição

O “Projeto Escutar e Pensar” é uma parceria exitosa da Sociedade de Psicanálise do Rio de Janeiro, com a Rádio do Ministério e Cultura do Rio de Janeiro, iniciado em outubro de 2001 e que continua até hoje, com apoio e transmissão gravada ao vivo nas instalações da Rádio MEC-RJ, com staff técnico da rádio, abordando temas da vida quotidiana, familiar, social e profissional, com uma linguagem acessível, objetivando difundir as concepções psicanalíticas.

Esse programa radiofônico estrutura-se no formato de 5 janelas, sendo 4 com duração de cinco a sete minutos, e uma quinta com duração de uma hora. Nesta quinta transmite-se ao vivo do estúdio da rádio uma mesa redonda com um psicanalista e dois convidados, que são profissionais das mais diversas áreas, escolhidos pela equipe, por apresentar afinidade com o tema da semana. Os inúmeros programas realizados foram selecionados e divulgados em congressos, seminários nacionais e internacionais através de trabalhos em mesas redondas, cartazes, posters auditivos e um CD em quatro idiomas (português, inglês, francês e espanhol). O programa "Escutar e Pensar" está disponível nos sites da SBPRJ, SBPSP e da ONG Viva Rio, que transmite os programas na íntegra através da rádio comunitária Rede Viva Favela.

Durante dois anos, o "Escutar e Pensar" também foi transmitido com a programação editada pelo Supremo Tribunal de Justiça de Brasília – DF e a partir de abril deste ano será veiculado nas cidades de Fortaleza, no Estado do Ceará, e Fernandópolis no estado de S. Paulo através das Rádios Universitárias locais.

 

Ler e Pensar

 

Coordenadora

Sonia Eva Tucherman

 

psicanalistas-chave

Gabriela Pszczol, Liana Albernaz de Melo Bastos e Maria Elisa Alvarenga

 

Descrição

O projeto "Ler e Pensar" é um desdobramento do projeto “Escutar e Pensar”. Consiste na edição de três livros, cada um com 70 páginas – “Família”, “Sexualidade”, e “Sentimentos”, financiados pela Editora Mauad do Rio de Janeiro. Os livros, à venda na Livraria, foram realizados a partir do material escrito por diversos psicanalistas da equipe de redação para os programas radiofônicos, visam à divulgação da psicanálise através das Sociedades de Psicanálise, dos Grupos de Estudo Psicanalíticos e outras instituições interessadas, além de Universidades e Ministérios da Educação e Cultura. As experiências de D. Winnicott e F. Dolto que publicaram livros com seus respectivos programas na BBC, Londres e RNF, França, nos fazem acreditar que a circulação dos livros com temas do cotidiano, escritos de forma acessível a partir de uma visão psicanalítica podem ter sucesso principalmente, nos países de língua portuguesa e língua espanhola (América Latina e os hispânicos da América do Norte).

 

Perguntar e Pensar

 

Coordenadora Geral do Projeto SBPRJ-Rádio MEC

Sônia Eva Tucherman

Coordenadoras e produtoras
Eloá Bittencourt, Lúcia Palazzo, Maria Elisa Alvarenga, Monica Aguiar,
Simone Wenkert Rothstein, Frida Atié, Sônia Eva Tucherman e Wania Cidade

Redatoras
Adriana Lasalvia, Eloá Bittencourt,Haydée Côrtes de Barros, Liana Albernaz, Lucia Palazzo, Magda Rodrigues Costa, Maria do Carmo Palhares, Maria Elisa Alvarenga, Marly Dias, Monica Aguiar, Neyza Prochet, Regina Wenkert, Simone Wenkert Rothstein, Sônia Eva Tucherman, Frida Atié e Wania Cidade

 

Descrição

Lançado em 2008 e dirigido ao público infanto-juvenil e adulto, em formato de rádio-dramaturgia, personagem a ‘Dinda’ conversa com a menina ‘Clara’ e com o adolescente ‘George’ sobre assuntos que fazem parte de seus cotidianos. São abordados temas como medo, mentira, raiva, beijo, briga e outros que costumam despertar ansiedade.

O programa continua fazendo sucesso e alcançando um vasto público ouvinte. A partir desse mês será transmitido algumas vezes durante os dias da semana, além dos horários no sábado às 12h e no domingo às 15h55min. Assim, se aproveitará ainda mais o "rico conteúdo do material que transmitimos" - nas palavras do diretor da Rádio MEC, Thiago Regotto. 

O patrocínio da FEBRAPSI tem sido fundamental para a manutenção da fértil parceria SBPRJ-Rio2 com a Rádio MEC-AM que vai completar 10 anos em poucos meses.

 

Projeto Travessia

 

Coordenadora

Maria Teresa Naylor Rocha

 

Equipe

Aline Gonçalves Demantova, André Luiz Alexandre do Vale, Eliane Marcellino da Silva, Flavia Costa Strauch, Juliana Pereira de Sá, Luís Claudio Figueiredo, Maria Teresa Silva Lopes, Marina Deschamps Silveira, Marta Rezende Cardoso, Michele Gorin, Pedro Wainer, Renata Azevedo Teixeira, Sergio Zaidhaft, Sonia Verjovsky de Almeida, Vitor Hugo Lara Honorio.

 

Descrição

O PROJETO TRAVESSIA consiste em um conjunto de ações desenvolvidas com o objetivo de constituir espaços não hierarquizados e de liberdade de expressão, potencializando a reflexão colaborativa e a criatividade a partir das inter-relações entre arte, educação e saúde integral. É uma realização da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro – SBPRJ, através do Programa de Psicanálise e Interface Social – PROPIS, em parceria com organizações governamentais e não governamentais, universidades, escolas, centros culturais, associações e comunidades.

 

Com seis anos de existência, o Projeto Travessia é atualmente parte do PROPIS, prestando serviço psicológico em grupo e individual, visando potencializar projetos educativos e culturais, favorecendo condições ao aprendizado escolar e melhorando a sociabilidade da população. Dentro deste contexto, durante o ano de 2016, apresentou-se ao Travessia a possibilidade de estabelecer um projeto em cooperação com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro – SME/RJ, através do Núcleo Interdisciplinar de Apoio às Unidades Escolares – NIAP, desenvolvendo uma ação conjunta com enfoque nos professores da rede municipal de educação. As instituições têm em comum a proposta de fazer parcerias que potencializem a ação dos professores que atendem diretamente crianças e adolescentes no seu processo de aprendizagem.

 

Ao longo de nossos anos de intervenção social, percebemos que aqueles que oferecem cuidados também necessitam recebê-lo. Ao pensar a saúde integral, temos como fundamento que a necessidade de cuidados atravessa toda a existência humana. Nossa proposta é, portanto, ofertar um espaço de escuta e cuidado aos cuidadores – considerando os professores como protagonistas do cuidado desempenhado – que estão cotidianamente lidando com as dificuldades e as precariedades das figuras de proteção e amparo, pelos mais variados motivos – que envolvem o aumento contínuo da violência em nossa sociedade, o abandono das famílias a própria sorte, dentre inúmeros outros. Diante deste contexto, o professor se vê excessivamente exigido a atender e responder tamanha demanda que implica enormemente seus recursos emocionais, com ressonâncias evidentes no processo educacional como um todo.

 

A partir de uma proposta interdisciplinar baseada no tripé arte-educação-saúde, nossas oficinas intentam estimular a troca de experiências e de problematizações com pares diversos, redimensionando os desafios do dia a dia dos professores e diretores participantes e procurando alargar a visão da problemática sobre a educação. Ao oferecer um espaço de liberdade de expressão, a proposta das oficinas é acolher as demandas dos professores, fortalecendo a autonomia e o empoderamento de cada docente na possibilidade de resolução criativa das questões colocadas, para que se coloquem fundamentalmente como agentes dos desdobramentos possíveis.